domingo, 27 de março de 2011

O TGV de Sócrates

(...) Como é que podemos pagar juros a 7,5% durante um ano ou dois? Não é possível. É um compromisso para o futuro que nos desgraça completamente. Amanhã temos de pedir emprestado, não é para comer, é para pagar juros.

Jacinto Nunes, "Amanhã temos de pedir emprestado: não é para comer, é para pagar juros", entrevista a Anabela Mota Ribeiro, Jornal de Negócios, 18 de Março de 2011, p. 9.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Obrigações europeias

O economista Jacques Attali defendeu anteontem num talk show da France 2 a emissão de obrigações europeias. Basicamente apresentou dois argumentos. A Zona Euro tem um endividamento conjunto nulo, ao contrário dos EUA ou do Japão, e o endividamento permitiria o financiamento do crescimento económico. Os argumentos soaram fraquinhos e esse "endividamento europeu" aguça o espectro sobre o contribuinte alemão de, no futuro, ter de enfrentar mais impostos ou uma inflação acrescida.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A importância do Estado

A tolerância de ponto concedida à função pública lisboeta esvaziou a cidade. Parece domingo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dúvida económica

Como é que o défice público na Irlanda chegou aos 32% do PIB?

domingo, 9 de maio de 2010

TGV Poceirão-Madrid

O Poceirão já está no mapa!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Não se fala de Portugal, mas...

Directeur de Bruegel, centre de recherche sur les politiques économiques en Europe, Jean Pisani-Ferry ne croit pas que la Grèce puisse éviter une cure d'austérité en sortant de la zone euro.

Une sortie de la zone euro aiderait-elle la Grèce ?
L'Irlande a abandonné la livre britannique. La République tchèque et la Slovaquie avaient une monnaie ; elles en ont deux. L'Histoire nous enseigne qu'il est possible de changer de monnaie.

Mais la Grèce a deux problèmes : un problème de finances publiques avec un déficit de 13,6 % du produit intérieur brut (PIB) et une dette de 115 % du PIB dont l'évolution est explosive, et un problème de compétitivité en raison de l'écart d'inflation accumulé depuis son entrée dans l'euro. Une sortie de l'euro répondrait au second problème en lui permettant de laisser sa nouvelle monnaie se déprécier, mais elle aggraverait considérablement le premier, et le simple fait d'en évoquer l'idée créerait séance tenante une crise financière dévastatrice.

En effet, rien n'a été prévu pour organiser une telle sortie. Volontairement d'ailleurs, car il ne s'agissait pas d'instituer un système de change fixe, mais une monnaie permanente. Un abandon de l'euro exigerait de longs mois de négociations avec l'Union européenne. Mais il ne faudrait que quelques jours aux déposants pour transférer leurs avoirs hors des banques grecques, ce qui provoquerait leur effondrement.

Les entreprises ne trouveraient aucun prêteur pour financer leurs importations, car les créanciers auraient peur d'une conversion forcée. Dans le cas contraire, elles seraient asphyxiées par des crédits irrévocablement libellés en euros, car le poids de ceux-ci s'alourdirait avec la dépréciation de la nouvelle monnaie. Même chose pour la dette publique en euros qui acculerait très vite l'Etat grec à se déclarer en défaut de paiement. Autrement dit, impossible de mener à bien en une nuit une sortie de la zone comme on le fait pour une dévaluation ordinaire. Cette solution créerait le chaos en Grèce, sans parler des répercussions sur le reste de la zone euro.

Quel est le bon scénario ?
Il n'y a pas de solution miracle. La Grèce doit baisser ses prix et ses salaires pour rétablir sa compétitivité. Il est possible de le faire rapidement dans une petite économie ouverte : l'Irlande et l'Estonie s'y emploient. C'est sensiblement plus long et pénible dans un pays plus grand et moins ouvert. La renégociation de sa dette fait partie de la panoplie et il faut que l'Europe s'y prépare afin que cela se passe le mieux possible, mais son effet est à moyen terme. Dans l'immédiat, cela ne changerait rien au fait que la Grèce doit cesser de fabriquer de la nouvelle dette au rythme de 10% à 15% par an.

Des transferts en provenance du budget européen seraient une aide. Mais la Grèce a déjà bénéficié largement des fonds structurels européens et elle en a fait mauvais usage. Personne ne voudra lui faire de cadeaux. Enfin, il faudra les prêts de l'Union européenne, mais celle-ci devra faire nettement plus et pour plus longtemps que les 30 milliards d'euros annoncés. D'autant qu'un taux d'intérêt de 5 % n'aide vraiment pas cette économie en difficulté !

Autrement dit, la solution du problème est d'abord en Grèce. Elle devra jouer de l'ensemble de ces outils, réformer son économie, sa fiscalité, sa sphère publique, faire en trois ans ce qu'elle n'a pas fait en trente. Cela va être exceptionnellement dur.

L'Espagne ne va-t-elle pas être attaquée par les marchés ?
Le problème espagnol n'est pas le même. L'Espagne était plutôt un parangon de vertu budgétaire, mais a commis l'erreur de laisser se gonfler une bulle immobilière. Ses problèmes budgétaires sont une conséquence de la crise, pas son origine. Contre la contagion, l'Europe doit tenir un discours très clair en soulignant que l'Espagne n'a rien à voir avec la Grèce.

L'Europe est-elle équipée pour ce sauvetage ?
Les Européens n'avaient aucun dispositif de gestion de crise et ont appris à jouer les pompiers en même temps que l'incendie faisait rage. Admettons que cela fasse partie du processus de construction de la zone euro. Ce qui est préoccupant, c'est qu'ils ont mis presque trois mois pour ajuster leur position et que des divergences d'interprétations subsistent. A force de tergiverser et de faire trop peu trop tard, les Européens ont perdu le leadership sur les marchés. L'annonce, toute proche, du programme grec en cours de finalisation et du plan d'aide qui l'accompagnera doit absolument être l'occasion d'enrayer la panique sur les marchés.


"Jean Pisani-Ferry : 'Une sortie de l'euro créerait le chaos en Grèce, sans parler des effets sur les autres pays'", entrevista conduzida por Alain Faujas, Le Monde, 29 de Abril de 2010.

terça-feira, 27 de abril de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

wishful thinking?

Há sempre a esperança de, no futuro, assistir a uma redução do peso da dívida pública...

quinta-feira, 4 de março de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O novo papão

Vi uma parte do telejornal da RTP2, em que passaram algumas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa no comentário semanal (não tinha acabado esta intervenção do professor?!). Basicamente dizia que a instabilidade política se paga com taxas de juro mais altas. Cá está! No início dos anos 80 o papão era a ruptura de pagamentos internacionais; agora já não há problemas com os défices, não fora o preço do dinheiro...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ciao investimentos públicos?

O aumento inexorável dos impostos vai criando raízes nos jornais, por força da débacle orçamental. Ao mesmo tempo parece que o Eng. Sócrates prepara a opinião pública para um recuo nos grandes investimentos.

Em primeiro lugar a escolha de António Mendonça para a pasta das obras públicas é aparentemente esdruxúla. O Ministério das Obras Públicas tem essencialmente uma natureza política e, nestes momentos conturbados que se vivem, seria de esperar que o ministério fosse ocupado por um peso-pesado do PS. A escolha de um economista académico desvaloriza a pasta.

Com a subtileza habitual o Prós & Contras de segunda-feira ajudou a enterrar os investimentos públicos. Em estúdio estavam João Salgueiro, Augusto Mateus, João César das Neves, António Carrapatoso e Alexandre Patrício Gouveia, proponentes do Movimento dos 28, do Compromisso Portugal ou "não-alinhados", e todos argumentaram no mesmo sentido. O decano dos economistas portugueses, Jacinto Nunes, também alinhou no diapasão geral. Os economistas do Movimento dos 52 ficaram em casa a ver televisão.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Benefícios escondidos?

Ontem folheei 50 Economics Ideas: You Really Need to Know, foi tudo muito rápido e acabei até por não perceber se gostava ou não do livro, se é ou não uma espécie de "especialista instâneo" (em versão melhorada), mas a verdade é que procurei a entrada da "vantagem comparativa". Como é evidente não li o texto, tentei apenas descobrir o sentido da coisa. A entrada tem uma citação de Paul Samuelson que diz mais ou menos que a demonstração do princípio não coloca qualquer dificuldade mas que o tema é tudo menos trivial visto que tanta gente qualificada é descrente da coisa...

Há dias o zapping levou-me a um documentário que passava no ARTE sobre o TGV nos EUA. Procurava-se perceber a prática ausência do TGV na América. Um passageiro anónimo americano dizia que era uma vergonha e que se devia seguir o exemplo francês. Um especialista americano explicava a escassez de TGV na américa: o transporte aéreo é barato e prático, e por isso o TGV é um disparate que o mercado excluíu naturalmente.

Suponhamos agora que as emissões de CO2 tornam "proibitivo" o avião, poupando o TGV. Nesse caso a planificação (uma palavra tirada do baú!) francesa foi brilhante, antecipando-se à miopia do mercado.

E se existissem elementos que tornam míope o simples jogo das vantagens comparativas?!

PS Se calhar o silêncio é o melhor comentário que posso fazer por aqui...

sábado, 26 de setembro de 2009

Silva Lopes - "tens" razão!

O mercadinho hortícola e frutícola alternativo da Praça do Príncipe Real em Lisboa é uma delícia (acontece nas manhãs de sábado). Maças pequenas e riscadinhas a €2,35, que se encontram por aí a €0,40, e outras coisas no género. Numa banca lancei a confusão: "mas estas couves-flor são transgénicas!" A senhora tranquilizou toda a gente explicando que eram apenas uma variedade respeitável daquele legume. Noutra banca o aroma do manjericão impunha-se. Procurei e não o encontrei. Perguntei a um dos vendedores por onde andava o manjericão e ele apontou-me uma caixa no chão cheia de folhagem. Pus-me à conversa com ele. As folhas eram enormes, tratava-se da terceira folhagem que os "basílicos" dão, porque as flores são diligentemente podadas para impedir que as plantas fiquem a preguiçar, crescem numa estufa de plástico (o mundo não é perfeito), com a humidade controlada. O tipo é de Viseu, comprou um terreno na ilha de S. Miguel para produzir ervas aromáticas e pretende arranjar uma rede de agricultores açoreanos de bananas biológicas que ele se encarregará de escoar. Falámos nas grandes superfícies que têm maçãs da Nova-Zelândia. Ele explica que os produtores recebem subsídios para cobrar preços baixíssimos na exportação (dumping...). "Como os espanhóis que podem cobrar 5 cêntimos pela batatas porque depois recebem dinheiro do governo. Cá prefere-se subsidiar pessoas que não trabalham, em vez de apoiar os produtores". José Silva Lopes tem pedido subsídios para os exportadores... "Estou a ver que vai votar PP!" Ele retorquiu que não.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Delírio... constitucional

Se cada um dos partidos ou coligações eleitorais com acento (ou assento) parlamentar - BE, CDU, PS, PSD e CDS-PP - obtivesse 20% dos mandatos parlamentares o que é que aconteceria?!

sábado, 19 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O negócio bancário...

... ainda é pior quando os bancos inovam!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Férias!