O desemprego nos EUA
Com o desemprego nos 8,5% é notório um efeito escalada no gráfico deste post, com este flagelo social a atingir os valores do início dos anos 80.
Blog de um Professor de Economia do Ensino Secundário.
Com o desemprego nos 8,5% é notório um efeito escalada no gráfico deste post, com este flagelo social a atingir os valores do início dos anos 80.
Autor:
Fábio
às
11:08
0
comentário(s)
No dia em que começa a cimeira do G20 o Diário de Notícias encima a sua edição com a seguinte citação de Bertrand Russel: A minha triste convicção é que os homens só se põem de acordo em assuntos que não lhes interessa verdadeiramente .
Autor:
Fábio
às
23:26
0
comentário(s)
(...)
Países com taxas de crescimento semelhantes às europeias podem suportar dívidas de 60% do PIB quando as taxas de juro estão baixas. Mas, como em muitos países a dívida está a atingir 80 e 90% do PIB, e as taxas de juro baixas são um fenómeno temporário, está a criar-se um problema. Muitos dos países que estão a usar quantidades maciças de dívida para socorrer os seus bancos têm perspectivas de crescimento moderadas no médio prazo, levantando questões de solvência e sustentabilidade.
A Itália, que por exemplo já tem um divida que excede 100% do PIB, tem conseguido, até agora, gerir esta questão devido à queda global das taxas de juro. Mas à medida que a dívida aumenta, e as taxas de juros sobem, os investidores vão começar a ter razões para ficarem nervosos com o risco de reestruturação da dívida. Outros países, como a Irlanda, o Reino Unido e os Estados Unidos tinham uma situação orçamental inicial muito mais forte, mas, quando a crise passar, é possível que não estejam muito melhor.
As taxas de câmbio são outro elemento imprevisível. Os bancos centrais asiáticos continuam nervosos em relação ao dólar. Mas com os Estados Unidos a imprimirem dívida e dinheiro a grande velocidade, o euro deverá apreciar face ao dólar durante os próximos dois a três anos, caso continue a existir.
À medida que a dívida aumenta e a recessão persiste, vamos ver, seguramente, vários governos a tentarem reduzir a sua carga através de repressão financeira, inflação mais elevada, pagamentos parciais, ou uma combinação destes três elementos. Infelizmente, a fase final desta grande depressão não vai ser nada agradável.
Kenneth Rogoff, "Qual é a fase final do défice?", Jornal de Negócios, 30 de Março de 2009, p.37, disponível aqui.
Autor:
Fábio
às
18:38
2
comentário(s)
A ERSE vai propor uma redução do preço da electricidade tendo em conta os lucros-recorde da EDP.
Autor:
Fábio
às
13:49
3
comentário(s)
O Presidente Obama observou que actualmente pode ser um bom momento para investir. Com o PSI20 abaixo dos 6000 pontos e a menos de metade do valor de Agosto de 2007, parece que o mercado é atractivo...
Autor:
Fábio
às
11:07
0
comentário(s)
(...) España es como California o Florida. Las dos han vivido un boom de la construcción, han recibido grandes flujos de capital extranjero y, cuando ha estallado la burbuja inmobiliaria, la situación se ha vuelto muy difícil. Ahora tienen problemas de ajuste similares: el déficit es preocupante y la rebaja del rating ha sido inevitable, aunque peor para California.
P. ¿Y qué se debería hacer?
R. Va a ser duro. Lo que realmente asusta de la situación española es que no está nada claro cuál es la estrategia de ajuste por su pertenencia a la UE. Todo lo que puede hacer es mitigar los efectos de la crisis. Si España no fuera parte del euro, la devaluación ayudaría, pero esa opción ya no existe; la política fiscal es muy limitada para los países de la UE; también es limitada la capacidad de actuar sobre el sistema financiero aunque los bancos españoles han demostrado estar relativamente en buena forma; se pueden adoptar medidas para limitar el impacto de la crisis sobre los parados. Pero en buena medida a España sólo le queda esperar a que se produzca una recuperación europea.
Entrevista de Paul Krugman a A. González/ M. Á Noceda, "Obama es demasiado prudente", jornal El País, 15 de Março de 2009, pp.24 e 25, disponível aqui.
Autor:
Fábio
às
12:47
1 comentário(s)
Jean Pisani-Ferry assina um artigo no suplemento de Economia do jornal Le Monde de 3ª feira. Jean Pisani-Ferry é director do centro Bruegel, de investigação e de debate sobre as políticas económicas na Europa. O artigo intitula-se Pour un nouveau pacte de stabilité. Parágrafo atrás de parágrafo chora-se a diferença entre o plano despesista americano de relançamento da economia e a parcimónia dos esforços fracamente coordenados europeus. Só no último parágrafo lemos alguma coisa sobre a reforma do PEC: Si les Européens étaient sérieux, ils s'entendraient sans tarder sur une refonte du pacte de stabilité qui, à la fois, leur donne plus de marges de manoeuvre à court terme et encadre sérieusement l'évolution à moyen terme de leur dette publique. Ce n'est malheureusement pas le plus probable. C'est donc à chaque pays qu'il appartient de se fixer des principes de discipline budgétaire et de créer des institutions et des dispositifs qui garantissent sa capacité à les respecter. Plus vite ce sera fait, plus grande sera la capacité de faire face à une situation économique qui ne cesse de se dégrader. Que vazio!
Brutalmente acho o seguinte. O Euro impede os ajustamentos pela depreciação das moedas nacionais (que desapareceram), e o PEC impõe a disciplina orçamental que é compatível com a proibição da monetarização dos défices e da dívida pública (o suave default da inflação). Neste mundo de mãos atadas safa-se a Alemanha que é o maior exportador mundial (à frente da China portanto), alguns países bem geridos, e todos os outros ficam condenados a perderem activos, isto é, ao empobrecimento. Os países do Mediterrâneo - Grécia, Itália, Espanha e Portugal - vão na linha da frente das desgraças. Com uma moeda forte no bolso mas cada vez mais pobrezinhos. Espertos foram os ingleses.
Autor:
Fábio
às
00:36
4
comentário(s)
É vantajoso que a CGD se mantenha como banco público. Assim, nas crises financeiras, sempre é menos um banco que é necessário nacionalizar.
Autor:
Fábio
às
17:23
0
comentário(s)
...de JP Santos pode ser lida em Transaccionáveis vs não transaccionáveis.
Autor:
Fábio
às
23:32
0
comentário(s)
Se o preço do petróleo tivesse permanecido nos níveis estratosféricos do ano passado, não existiriam riscos de deflação.
Autor:
Fábio
às
17:02
2
comentário(s)
Os casos BPN e BPP parecem ser, simplesmente, casos de polícia. A regulação bancária, como já disse Jacinto Nunes, era (é?) feita ao almoço, onde informalmente se vão conseguindo comportamentos consentâneos com os bons costumes. De qualquer forma não deve ser fácil detectar verdadeiros descarrilamentos, e se calhar falta vontade ou agilidade para agir. Por exemplo a D. Branca foi durante anos e anos uma instituição de crédito tolerada, embora não respeitasse a legislação do sector. Verdadeiramente o que me impressiona é a junção dos nomes BPN e BPP, ficando qualquer coisa como Negócios Privados Portugueses...
Autor:
Fábio
às
14:41
0
comentário(s)
O Le Monde de hoje trás uma referência ao livro dos economistas Bernard Lietaer e Margaret Kennedy sobre o interesse das moedas regionais, que, coexistindo com as moedas nacionais, ajudam a vencer a crise. Numa entrevista parcialmente disponível no site Cdurable Bernard Lietaer afirma: Quand on parle de développement régional avec une monnaie centralisée, il y a une contradiction systémique. Une monnaie centrale a comme effet de concentrer les décisions et les ressources. Le cas français est assez clair. Paris est devenu incontournable. Une monnaie régionale couvre un territoire géographique donné, auquel les gens s’identifient. Aussi, ces derniers sont disposés à faire des efforts pour le développement de cette région. Sur le plan social, la monnaie régionale permet une cohésion locale renforcée. Sur le plan commercial, les entreprises locales utilisent la monnaie régionale comme outil de fidélisation, ce qui leur permet de mieux survivre aux assauts des grandes chaînes commerciales. Les monnaies régionales de type crédit mutuel sont créées par les gens ou les entreprises lors de l’échange : le vendeur reçoit un crédit, l’acheteur le débit correspondant. Dès qu’il y a accord pour faire un échange, cette monnaie est donc par définition disponible en quantité suffisante. Au contraire des euros, que l’acheteur doit obtenir de sa banque. Si la banque ne veut pas ou ne peut pas fournir le crédit, tout s’arrête.
A moeda regional, na explicação do economista belga Lietaer, faz pensar no Banco de Tempo. A verdade é que aquele banco pode permitir transacções que, sem ele, não ocorreriam - e nesse caso o banco aumenta a criação de riqueza.
Autor:
Fábio
às
18:38
0
comentário(s)
Fernando Ulrich no Público de hoje dá uma entrevista a Cristina Ferreira onde revela as mazelas da banca nacional, ao mesmo tempo que deixa um aviso: "[os bancos] vão ter que cobrar preços mais altos".
Algumas notas:
- O défice da BTC (e o marasmo do investimento externo) significa uma dependência do financiamento externo. A escassez de crédito e o aumento dos spreads externos traduzem-se em condicionamento do crédito disponível para o Estado, Empresas e Famílias ("é bom que as pessoas tenham consciência que Portugal é um dos países com um dos maiores défices da BTC do mundo. Quer em percentagem do PIB, quer em valor absoluto, é uma realidade que poucos conhecem. O país com maior défice da BTC é os EUA, o segundo é a Espanha. E Portugal está nos 10 primeiros. E o desafio é este, pois financiar este défice vai ser muito mais difícil do que foi até aqui. E pode até não ser possível.") E o negócio bancário ressente-se;
- A banca é acossada injustamente com as opiniões desfavoráveis de Mário Soares, Jorge Sampaio, Belmiro de Azevedo e Henrique Granadeiro. Apenas um banco, a CGD, já beneficiou da garantia estatal para se endividar; a ameaça governamental de suspender a garantia é despropositada. O BPP pode não ser viável;
- O aumento da exigência de capitais próprios, com a subida da Tier 1 para 8%, é mau vindo: vem complicar o exercício bancário ao exigir aumentos de capital, num momento em que é difícil de o fazer. A banca tem dificuldade em remunerar o capital e por isso é de esperar um aumento dos preços.
Duas reflexões sobre esta entrevista:
- Tivemos duas décadas de sossego nas contas externas; inicialmente fomos embalados pelo investimento externo e depois pela credibilização associada à participação na UEM. Se até 1986 tínhamos duas bombas sempre prontas a detonar (o desemprego e a ruptura nos pagamentos internacionais), agora temos uma (o desemprego) e uma espécie de bomba que é a corrosão da nossa credibilidade junto dos credores. A economia real (falta de competitividade, défice externo) volta em todo o seu esplendor. E isto num ambiente de desconfiança dos investidores internacionais. A banca navegou lindamente durante aquelas duas décadas. A margem de intermediação bancária minguou com a desinflação mas as dívidas (e portanto o negócio) dispararam. Agora tudo se complica.
- Aparentemente pela cabeça de Fernando Ulrich não passa a hipótese das dificuldades da banca serem combatidas com reestruturações, com fusões. Ulrich fala tranquilamente em aumento dos preços cobrados pelos bancos; presumivelmente spreads mais elevados e reforço dos custos de serviços bancários. Ao ler o aumento preconizado dos preços, é difícil afastar a estafada ideia da concertação dos bancos...
Autor:
Fábio
às
15:57
0
comentário(s)